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Acordo Mercosul–União Europeia deve impulsionar exportações e competitividade de Mato Grosso do Sul

Acordo Mercosul–União Europeia deve impulsionar exportações e competitividade de Mato Grosso do Sul

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O Acordo Mercosul–União Europeia desponta como um importante instrumento para fortalecer a inserção internacional de Mato Grosso do Sul, ampliando o acesso do Estado a um mercado de alto poder aquisitivo e impulsionando setores estratégicos da economia, especialmente o agronegócio e a indústria de base florestal.

Em 2025, a União Europeia respondeu por cerca de 13% da matriz de exportação sul-mato-grossense. Do total de US$ 1,30 bilhão exportado ao bloco, aproximadamente 95% tiveram origem no agronegócio, o que evidencia a relevância estratégica do setor para a economia estadual. Ao todo, foram 3,76 milhões de toneladas de produtos embarcados para países europeus.

No mesmo período, as importações estaduais provenientes da União Europeia somaram 77 mil toneladas, com valor de US$ 492 milhões. Com isso, a balança comercial de Mato Grosso do Sul registrou superávit de US$ 812 milhões em relação ao bloco europeu, que se consolidou como o segundo mercado mais importante para as exportações do Estado.

De acordo com dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Mato Grosso do Sul manteve relações comerciais com 23 países da União Europeia em 2025, sendo 20 como destinos de exportações e 23 como origens de importações, demonstrando a capilaridade e o potencial de ampliação dessas trocas comerciais com a efetivação do acordo.

Pauta exportadora em destaque
A celulose liderou o ranking das exportações sul-mato-grossenses para a União Europeia, com 1 milhão de toneladas exportadas e receita de US$ 627 milhões, o equivalente a 48,12% do valor total comercializado com o bloco. Em seguida aparecem os farelos de soja, com 917 mil toneladas e US$ 310 milhões, representando 23,84% do total. A carne bovina ocupa a terceira posição, com 14 mil toneladas exportadas e faturamento de US$ 126 milhões, correspondendo a 9,68% das exportações estaduais para a UE.

Avaliações e perspectivas
Para a consultora de economia da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eliamar Oliveira, o acordo traz uma perspectiva positiva ao ampliar de forma significativa o acesso dos produtos brasileiros, especialmente do agronegócio, ao mercado europeu. Segundo ela em entrevista ao Campo Grande News, o livre comércio entre os dois blocos representa uma oportunidade estratégica para diversificar os destinos de exportação e reduzir a dependência da China, principal parceiro comercial de Mato Grosso do Sul, em um cenário de incertezas no comércio internacional.

Na avaliação do secretário de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o tratado beneficia diretamente a pauta exportadora do Estado, uma vez que envolve um conjunto expressivo de produtos para os quais as tarifas devem ser reduzidas. Nesse contexto, ele destaca que a celulose sul-mato-grossense, líder tanto das exportações brasileiras quanto da balança comercial estadual, tende a se tornar ainda mais competitiva no curto prazo com a entrada em vigor do acordo.

Com a expectativa de redução de tarifas, maior previsibilidade comercial e ampliação do acesso ao mercado europeu, o Acordo Mercosul–União Europeia surge como um fator decisivo para o fortalecimento da economia sul-mato-grossense, estimulando investimentos, geração de empregos e o desenvolvimento econômico sustentável do Estado.

Foto  Divulgação Semadesc

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