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Governo de MS investe na qualificação do terceiro setor e reúne entidades em Paranaíba

Governo de MS investe na qualificação do terceiro setor e reúne entidades em Paranaíba

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O superintendente do Terceiro Setor da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), José Henrique Denis, participa de uma série de capacitações regionalizadas voltadas às organizações da sociedade civil de Mato Grosso do Sul. O objetivo é orientar entidades sobre a captação de recursos públicos e a participação em editais de chamamento promovidos pelo Governo do Estado.

Atualmente, está em andamento um Edital de Chamamento Público com recursos da ordem de R$ 6,45 milhões destinados ao fortalecimento de projetos desenvolvidos por entidades do terceiro setor em Mato Grosso do Sul.

Durante entrevista, Denis destacou a importância econômica e social dessas organizações. Segundo ele, o terceiro setor alcançou posição de destaque na economia nacional.

“O terceiro setor foi o segundo maior PIB do Brasil em 2024, perdendo apenas para o agronegócio. Por isso, o Governo do Estado tem buscado se aproximar dessas entidades, oferecendo capacitação para que elas possam acessar os recursos disponibilizados por meio dos editais”, afirmou.

O superintendente explicou que, a partir de 2024, o Estado implantou um sistema eletrônico para gerenciamento de todos os processos relacionados ao recebimento de recursos públicos. As organizações interessadas em firmar parcerias com o governo precisam cadastrar e apresentar seus projetos por meio dessa plataforma.

“A utilização do sistema é obrigatória e garante muito mais transparência em todo o processo”, ressaltou.

As capacitações já foram realizadas em cidades-polo como Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá. Segundo Denis, a proposta é aproximar o Governo do Estado das entidades sociais por meio de encontros presenciais.

“Estamos indo até os municípios para conversar diretamente com as organizações, olhar no olho e explicar como funciona todo o processo para captação de recursos públicos”, disse.

Apesar do potencial do setor, Denis aponta que a principal dificuldade enfrentada pelas entidades ainda é a falta de profissionalização administrativa.

“Muitas organizações ainda funcionam de forma amadora. Frequentemente é o próprio presidente que busca recursos, administra projetos e resolve todas as demandas. Isso acaba limitando o acesso aos recursos públicos disponíveis”, observou.

O superintendente destacou ainda que o terceiro setor exerce papel fundamental na assistência à população, atuando onde muitas vezes o poder público não consegue chegar de forma imediata.

“O terceiro setor é um braço do governo. Quando uma pessoa enfrenta uma dificuldade, muitas vezes o primeiro lugar que procura é uma entidade social. Por isso, o Estado tem investido cada vez mais no fortalecimento dessas organizações”, afirmou.

Em 2025, somente a Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos disponibilizou R$ 15 milhões em um chamamento público voltado exclusivamente para entidades do terceiro setor.

Entre os exemplos de sucesso citados por Denis estão instituições tradicionais como a APAE e a Pestalozzi, que possuem estrutura administrativa consolidada e conseguem desenvolver projetos com apoio de recursos públicos.

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