Bancada de MS recebe R$ 311,2 milhões em emendas antes do defeso eleitoral
O governo federal acelerou a liberação de emendas parlamentares antes do início das restrições do calendário eleitoral. Em Mato Grosso do Sul, os pagamentos somaram R$ 311,27 milhões.
A bancada federal de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 311,27 milhões em emendas parlamentares pagas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até a última sexta-feira (3), prazo que antecedeu o início das restrições impostas pelo calendário eleitoral, conhecidas como defeso eleitoral.
O montante faz parte de um pacote nacional de R$ 33,89 bilhões liberados pela União em 2026, considerado o maior volume já executado antes da vigência das limitações previstas pela legislação eleitoral.
Dos recursos empenhados para os 11 representantes sul-mato-grossenses no Congresso Nacional — três senadores e oito deputados federais — cerca de 74,6% já foram efetivamente pagos.
O senador Nelsinho Trad (PSD) foi o parlamentar do Estado que recebeu o maior volume de recursos: R$ 59,71 milhões, correspondentes a 19,2% do total destinado à bancada. Em seguida aparecem a senadora Soraya Thronicke (PSB), com R$ 51,21 milhões (16,5%), e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), com R$ 33,41 milhões (10,7%).
Na sequência estão Dagoberto Nogueira (PP), com R$ 26,42 milhões; Dr. Luiz Ovando (PP), com R$ 23,99 milhões; Camila Jara (PT), com R$ 23,67 milhões; Beto Pereira (Republicanos), com R$ 23,45 milhões; Marcos Pollon (PL), com R$ 23,06 milhões; Geraldo Resende (União Brasil), com R$ 17,35 milhões; Vander Loubet (PT), com R$ 15,26 milhões; e a senadora Tereza Cristina (PP), que recebeu R$ 13,70 milhões, o menor valor entre os integrantes da bancada.
Os números mostram que os repasses contemplaram parlamentares de partidos da base do governo, como o PT, e também de legendas de oposição, entre elas PL, PP, Republicanos e PSD.
Outro aspecto observado é a diferença entre os valores empenhados e os efetivamente pagos. A senadora Tereza Cristina, por exemplo, teve R$ 23,66 milhões autorizados, mas recebeu R$ 13,70 milhões até o início do defeso eleitoral, percentual inferior ao registrado por boa parte da bancada.
A aceleração na execução das emendas ocorreu em razão da obrigatoriedade legal de pagamento das emendas individuais e de bancada, além da proximidade do período em que a legislação eleitoral restringe as transferências voluntárias da União para estados e municípios.
Durante o defeso eleitoral, permanecem permitidos apenas repasses previstos em exceções legais, como recursos destinados à continuidade de obras já iniciadas e ações voltadas ao atendimento de situações de emergência ou calamidade pública.

